quarta-feira, 15 de abril de 2015

STOPIM 32 ANOS DE APRESENTAÇÃO E ARTE NA PELADA SANTARENA - 15 DE ABRIL


Um clube moldado nos parâmetros do entretenimento legal, onde de fato os seus atletas e diretores fazem o bom lazer dentro e fora de campo. Este é o clube que todos os torcedores santarenos simpatizam com o tradicional Stopim. Não poderia ser diferente. A cara deste clube é a cara de quem o criou. Humildade, dignidade e responsabilidade, adjetivos que o elevaram ao topo da simpatia. Afonso Cupu, ele sobrevive no esporte santareno com o seu Stopim Simpatia Futebol Clube. E foi essa transparência que legitimou outros adeptos tão respeitados quanto ele, a ajudar na permanência deste time tão tradicional da nossa cidade. Tudo começou em 15/04/1983, com o descontentamento de alguns atletas que foram excluídos do Barbosão, equipe de elite do futebol de Peladão na cidade, onde contava em seu plantel inúmeros craques do futebol santareno e revelações caseiras, entre eles Afonso Cupu, ex-jogador do São Francisco. Professor, e nas horas vagas curtia um bom futebol com a sua categoria no meio campo. Barbosão, após perder um campeonato, se preocupou com o bom nome em jogo no esporte e sua diretoria marcou uma reunião para decidir quais seriam os novos caminhos para a equipe, no Bar e Mercearia do Modesto. A decisão foi à dispensa dos jogadores de mais idade e contratações de jogadores mais jovens, pois o campeonato aceitava até 25 anos. Afonso com 33 anos foi o primeiro da relação além de Birimba, Orlandino, Nível, Paulo Bacarata, entre outros. Logicamente, que os dispensados ficaram muito tristes, inclusive o nosso querido Afonso Cupu, que não dormiu direito pensando, como poderia suprir aquela necessidade de jogar a sua peladinha num clube organizado, já que fora dispensado do Barbosão. 
 Na agitada reflexão imaginou criar o seu próprio time e porque não? Botou a memória para funcionar e queria um nome que fosse diferente e chamasse atenção para o seu imaginário elenco, “Estopim” estaria de bom tamanho. No dia seguinte, nosso professor foi ao Bar do Modesto e começou a tomar uma cerveja e na reflexão imaginava a mesma coisa da noite e em dado momento recebia o seu amigo Cléper, o qual logo passou em frente a sua idéia, aprovada pelo companheiro que logo incentivou comprarem o equipamento. Como o Afonso Cupu é torcedor do Bangu e o Cléper do Botafogo, o amigo bancário sugeriu a core preto, do Botafogo e Branco do Bangu. E foram as lojas, mas não encontraram o modelo que gostariam e tiveram que comprar o 1º uniforme do time igual do Vasco da Gama. Mas naquele momento, o importante era o novo time estrear e dar vez aqueles jogadores que estavam sem clube para vir para o Estopim. Bena Santana foi o divulgador do novo time de Peladas e até sugeriu que o Afonso tirasse o E do nome do time, que começando com S, seria mais charmoso, e assim ficou. O jogo de estréia foi 1x1, contra o Velosão. Os craques do 1º jogo: Jairbara, Peixinho, Crispim, Massa e Eugênio; Afonso Cupu, Betinho e Jonathas; Jama, Edilson e Tonhão. O treinador foi o Alemão. Inda jogaram neste jogo, Brito e Adão. Nascia assim o Stopim querido que foi uma espécie de Abrigo dos atletas discriminados e atletas diferenciados. Ou seja, muitos jogadores que tinham categoria vieram para o Stopim, por simpatia aos diretores e pela maneira que conduziam o elenco, principalmente o professor Afonso Cupu, já outros atletas menos favorecidos de talento vinha porque o Afonso não podia dizer não a eles, por se colocar em seus lugares, quando você é desprezado, jogando um bom futebol imaginem jogando pouco. 
 Por essa filosofia esportiva o Stopim passou a ser um time de apresentação, mesmo participando dos campeonatos. Nunca ganhou um título, nesses 29 anos de futebol, reconhecidos por levar enumeras goleadas, mas permanece nas estatísticas como o time mais simpático do futebol de peladas em Santarém e mantém sempre na direção ilustres desportistas ao lado de Afonso Cupu como no início: Modesto, Zeca paulino e Cléper, que permanece até hoje. Tantos atletas e jogadores, diretores já passaram pelo Stopim, mas a elite conservadora do bom entretenimento continua no páreo do tempo como sócios beneméritos. Afonso Cupu, Cléper, Rubem Chagas, Cacheado, Soares, Birimba, Max, entre outros. 
 O clube tem também suas historias folclóricas de seus jogadores diferenciados pelo que eles acham que são ou se achavam: Djalma mota, conhecidíssimo”Jama”, No Stopim jogava nas onze posições e dava os dribles mais fantásticos, além de fazer gols de placas, ninguém pode se vangloriar e dizer eu marquei Jama, sem ter levado um baile do polivalente jogador, tudo que você leu, confirmado por ele. Banha, goleiro que se tornou famoso em Santarém defendendo as cores do Stopim, com quase 5.000 engolidos. Apesar de levar inúmeros gols em uma partida, há quem diga que nunca foi culpado de nem um gol. Certa partida que o Stopim perdeu por 22x2 para o São Raimundo de Máster, por incrível que pareça, os jogadores mais comentados apos o jogo foram, Banha que levou 22 gols e Pedro Lavor que fizera os 2 gols, do Stopim. Toninho que marcou 19 gols nesta partida passou despercebido. Ludugéro era um atacante de proporções avantajadas, calçava 45, mas só sabia jogar descalço. Quando se atrasava para o jogo na Base Aérea era notável a sua chegada por dentro do mato, seu pisar era notado longe nas folhas secas do caminho, que voavam com o peso de seus pés. Pirron era um lateral esquerdo que fumava 10 cigarros porroncas antes de cada partida e fazia seu ritual dentro do mato, ante de entrar em campo, como um índio feiticeiro, dentro de campo... Mas temos os craques classudos como Rubem Chagas, que usava chuteiras de cores verdes como a grama para enganar os zagueiros adversários e fazer seus belos gols. Temos as boas novas que também aconteceram a favor do Stopim como: Um jogo arrumado pelo Bena Santana, para enfrentar a Seleção dos profissionais santarenos, que jogavam fora de cidade. Terminou 4x1 para a Seleção no campo do DNER, mas quando o Rosinaldo Araújo, o Surdão entregou o troféu em disputa ao capitão da Seleção, esse devolveu e disse: Quem merece esse troféu é o Stopim! Quase Leva o Afonso Cupu ás lágrimas de tanta emoção. O primeiro troféu conquistado em campo. Foi um torneio no campo do AABB e de maneira sensacional o Stopim venceu a decisão por 2x1, com 2 gols do atacante fenomenal Soares, que ainda foi o artilheiro do torneio e fazendo um dos gols de calcanhar. A festa durou duas semanas. Promoção nunca mais, foi um lema adotado depois do resultado de uma. Paulo Gasolina era o presidente de honra do Stopim e proprietário de um Bar e Restaurante, local cedido para a promoção. Fizeram uma feijoada para arrecadar receitas para despesas do clube com materiais. Toda a feijoada e o local foram patrocinados pelo presidente de honra. No final, no acerto de contas, acreditem, apesar dos materiais da feijoada ter sido todo doado, ainda deu prejuízo. 
 Com todos os cartões vendidos e casa cheia, 90 % dos responsáveis das vendas, nunca receberam o pagamento dos cartões. Paulo Gasolina, presidente de honra do clube, pediu o seu afastamento da honra depois de levar o baita prejuízo no seu estabelecimento. Este é o Stopim que todos nós amamos. Parabéns pelos 32 anos de alegria ao nosso futebol.

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